Hemoglobina glicada A1C e sua importância no Diagnóstico do Diabetes

Hemoglobina glicada A1C e sua importância no Diagnóstico do Diabetes
0 14 julho 2015

HEMOGLOBINA GLICADA A1C E SUA IMPORTÂNCIA NO DIAGNÓSTICO DO DIABETES

O Diabetes melito (DM) é uma doença relacionada ao distúrbio metabólico crônico, apresenta elevadas concentrações séricas de glicemia, sendo essas elevações característica da destruição das células B das ilhotas pancreáticas, no caso do diabetes tipo I, em que essas células secretam insulina e glucagon diretamente na corrente sanguínea.

Já o diabetes tipo II esta vinculada com a diminuição da sensibilidade que tecidos-alvo apresentam ao efeito metabólico da insulina.

Os casos de diabetes na sociedade têm apresentado um aumento considerável nos últimos anos, em que o índice de hiperglicemia elevada nos pacientes acarreta agravações que comprometem os olhos, rins, vasos grandes e pequenos, e a coagulação sanguínea, tornando lesões irreversíveis. O agravamento do diabetes está relacionado às possíveis complicações ocasionadas pela hiperglicemia crônica. Essas complicações podem ser classificadas em microvasculares, como retinopatia, nefropatia, neuropatia e danos ao sistema nervoso autonômico e complicações macrovasculares como doenças cardiovasculares ateroscleróticas, vascular periférica e cerebrovascular.

O pâncreas é o responsável pela produção de insulina e glucagon. O primeiro, regula os níveis de glicemia no sangue e o segundo mantém os níveis de glicose no sangue contrapondo-se à insulina. Como as células necessitam de energia para produzir ATP, é preciso que a glicose seja captada, para isso contam com receptores de insulina que “carreiam” a glicose para dentro da membrana celular. Caso a insulina não seja secretada ou a sua quantidade não seja suficiente, ocorre um aumento da glicemia, levando a uma utilização celular da glicose cada vez mais baixa, deslocando o metabolismo para a utilização de lipídeos e proteínas. Por outro lado o déficit de glicemia , o pâncreas secreta maior quantidade de glucagon, para restabelecer os níveis séricos de glicemia na circulação. Por conta dessas disfunções os pacientes portadores do DM, possuem maior chance em desenvolver hipertensão, doenças oculares, doenças renais, aterosclerose, ampliando as lesões teciduais devido á glicose elevada.

A dosagem de glicemia reflete a quantidade de glicose circulante em tempo real. Resultados considerados normais ficam em torno de 100,0 mg/Dl .

O exame de peptídeo C, monitora a quantidade de insulina produzida pelo pâncreas e ajuda a determinar a causa da hipoglicemia.

Objetivando um prognóstico mais eficiente e monitorando os índices de glicemia a longo prazo, se adotou a dosagem de HbA1C. A HbA1C é uma forma de hemoglobina presente nos eritrócitos que é útil na identificação de altos níveis de glicemia durante períodos prolongados. Esse tipo de hemoglobina é formada a partir de reações não enzimáticas entre a hemoglobina e as glucose. Quanto maior a exposição da hemoglobina a concentrações elevadas de glucose no sangue maior é a formação dessa hemoglobina glicada A1C. Os níveis em indivíduos não diabéticos variam de 3,9 a 6,1 %. A meta de hemoglobina A1C para pacientes diabéticos para um controle efetivo deve ser inferior a 7%, valores acima disso caracteriza como sendo um fator de risco, podendo o paciente apresentar uma evolução crônica.

A eficiência deste método traz vantagens, uma vez que o paciente não precisa estar em jejum, o índice de variação dos resultados é baixa. A hemoglobina A1C revela alterações como picos elevados de glicemia em outros períodos. Desta forma a dosagem de hemoglobina A1C se mostra eficaz e bastante acessível na rotina laboratorial, trazendo um auxilio no diagnóstico e mais ainda, uma aplicação importante como prognóstico, revelando informações valiosas de sua correta terapêutica.

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