Hepatites Virais

Hepatites Virais
0 18 março 2016

Hepatites virais

 

As hepatites virais constituem-se um grave problema de saúde pública mundial que ocupam substancialmente as estruturas e os recursos das redes assistenciais. Apesar disso podemos afirmar que hoje em dia temos um cenário promissor, se considerarmos as ferramentas disponíveis para diagnóstico, prevenção, acompanhamento e cura dessas doenças. Nos últimos 50 anos, houve um avanço significativo na descoberta dos agentes etiológicos, no desenvolvimento de testes de diagnósticos de laboratório, de vacinas e de medicamentos para as hepatites por vírus.

As hepatites virais mais frequentes são causadas pelo vírus A, B, C, e E. O vírus das hepatite B (HVB) foi descoberto dem 1965, o da hepatite A (HVA), em 1973. Por um período de 16 anos as que não pudessem ser identificadas como HVA ou HVB, eram classificadas pela denominação genérica de hepatites NãoA-NãoB. A identificação do vírus da hepatite C em 1989, que provou ser responsável por mais de 90% das chamadas Hepatites NãoA-NãoB e representou um salto importante no seu conhecimento. No ano seguinte, em 1990, a descoberta do vírus E, com características semelhantes ao HVA, completaria o quadro atual de conhecimento das hepatites.

 

TRANSMISSÃO E DIAGNÓSTICO

Os vírus das hepatite A e E, são transmitidos por via fecal/oral pelo uso de agua e alimentos contaminados, ou no caso da HVA, por contato pessoal. Raramente observam-se formas graves da doença, que podem ocorrer com o aumento da idade. Na HVE, formas graves podem ser observadas em gestantes, principalmente no terceiro trimestre de gravidez. Em geral, ambas não evoluem para formas crônicas e o risco de transmissão parenteral é mínimo.

O diagnóstico laboratorial é feito por testes sorológicos que detectam a presença no sangue de anticorpos específicos contra o vírus. O resultado Reagente para anticorpos IgM indica a fase aguda da infecção e, IgG, aponta infecção anterior e imunidade.

Já as hepatites B e C são transmitidas principalmente pelo sangue ( via parenteral ) e por contato sexual, que é mais frequente do caso da HVB. O teste mais comum usado para o diagnóstico da hepatite C é a determinação de anticorpos específicos (anti-HCV). Um resultado reagente para anti-HCV, não significa, necessariamente que a pessoa tenha a infecção e deve ser confirmado por um teste de biologia molecular que detecta a presença do RNA do vírus da hepatite C.

Os marcadores sorológicos para o HVB, são o Ag HBs, o anti-HBC-IgM, o anti-HBC-IgG e o anti-HBs. Mais de 90% dos adultos que se infectam pelo HVB tem remissão da doença num período inferior a seis meses, quando o AgHBs desaparece do sangue e surge o Anti-HBs

Além dos marcadores sorológicos, atualmente temos à disposição testes sensíveis e específicos que ajudam a acompanhar a evolução das hepatites. As provas de biologia molecular permite identificar qualitativamente e quantitativamente ( carga viral) os ácidos nucleicos ( RNA ), além de identificar os genótipos dos vírus infectantes, permitindo o acompanhamento e evolução da doença após a fase aguda.

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