Marcadores de Função Renal

Marcadores de Função Renal
0 22 janeiro 2015

Marcadores de função renal utilizados no diagnóstico laboratorial
Devido à alta mortalidade causada pela insuficiência renal aguda e pelo grave problema de saúde pública atribuído à doença renal crônica, é importante a pesquisa de novos parâmetros e marcadores de função renal a fim de detectar e também prevenir qualquer alteração na filtração glomerular . Seriam desejáveis marcadores mais específicos e sensíveis para a detecção precoce de um processo fisiopatológico renal em fase inicial. No diagnóstico laboratorial são feitas dosagens de ureia, creatinina, ácido úrico e cistatina c. De acordo com pesquisas realizadas, a cistatina c apresenta uma melhor avaliação da taxa de filtração glomerular (TFG), podendo futuramente substituir a dosagem da creatinina, pois sua taxa de produção é constante e menos variável que a creatinina, além de não ser influenciada pela massa muscular.
Os rins são orgãos fundamentais para a manutenção da homeostase do corpo humano. Regula a homeostase corporal não somente por meio de sua função excretória e reguladora, mas também pela capacidade de síntese e degradação de vários hormônios. Assim não é surpresa constatarmos que a diminuição progressiva da função renal implique em comprometimento de essencialmente de todos os orgãos.
Inúmeras doenças podem evoluir para insuficiência renal aguda ( IRA) e insuficiência renal crônica ( IRC), as principais são: hipertensão arterial, diabetes e as glomerulonefrites. A hipertensão arterial é um fator agravante para o surgimento da insuficiência renal, pois são os rins que fazem o controle da pressão arterial e quando esta fica elevada pode causar um grave dano, provocando em seguida sua falência necessitando iniciar o tratamento com hemodiálise.
Em geral os exames laboratoriais que avaliam a função renal tentam estimar a taxa de filtração glomerular(TFG), definida como o volume plasmático de um substância que pode ser completamente filtrada pelos rins em uma determinada unidade de tempo. A TFG é uma das mais importantes ferramentas na análise da função renal, sendo também um indicador do número de néfrons funcionais.
O diagnóstico laboratorial da insuficiência renal tem sido feita através da dosagens de ureia, creatinina, ácido úrico e cistatina c.
A cistatina c tem se mostrado um marcador endógeno mais eficaz para avaliar a função renal, pois todos os estudos confirmam uma forte correlação com a creatinina . A cistatina c é uma proteína não glicosilada de baixo peso molecular que é produzida por todas as células nucleadas. A maioria dos estudos de cistatina c concentrou-se em áreas onde os problemas da creatinina são mais aparentes, incluindo populações pediátricas, onde a rápida detecção de pequenas alterações da TFG pode ser importante.
A vantagem de cistatina c como um marcador mais precoce de dano renal na maioria destes estudos é atribuída a várias propriedades únicas deste marcador comparado com a creatinina.
O mais importante da cistatina c é a sua produção constante, que é independente da massa muscular, idade ou sexo, e a falta de secreção renal ou a reabsorção de volta para a corrente sanguínea, sugerindo assim uma melhor utilidade da cistatina c em pacientes na fase inicial de dano renal, como transplante renal, a quimioterapia, a cirrose e doenças autoimunes.

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