MARCADORES DE REMODELAÇÃO ÓSSEA

MARCADORES DE REMODELAÇÃO ÓSSEA
0 18 setembro 2015

                                                                   MARCADORES DE REMODELAÇÃO ÓSSEA

 

Osso é um tecido dinâmico que apresenta contínua remodelação induzida por vários sistemas que vão muito além do papel físico de sustentação do corpo e estão relacionados ao controle metabólico, hematopoético e outros. O tecido ósseo contém inúmeros tipos celulares, desde células-troncos até as células com função diferenciadas, especificamente os osteoblastos, osteócitos e osteoclastos. Os osteoblastos são responsáveis pela formação do tecido ósseo. Já os osteoclastos são responsáveis pela reabsorção da matriz óssea calcificada.

Os marcadores ósseo atualmente podem ser divido em dois grupos: Os marcadores de formação óssea e os de reabsorção óssea. Os marcadores de formação são representados pelos osteoblastos e os marcadores de reabsorção são representados pelos osteoclastos.

 

MARCASORES DE FORMAÇÃO ÓSSEA

O mais tradicional e conhecido marcador de formação óssea é a fosfatase alcalina, uma enzima de membrana que é expressa pelos osteoblasto na fase de mineralização do osteóide. Podemos considerar que 50% da fosfatase alcalina provém da atividade do osteoblática e 50% dos hepatócitos.

A osteocalcina é a principal proteína não colágena produzida pelos osteoblastos, sendo sua função no osteóide relacionada ao processo de deposição dos cristais de hidroxiapatita.

 

 

MARCADORES DE REABSORÇÃO ÓSSEA

Os marcadores de reabsorção óssea incluem produtos gerados pela atividade osteoclástica.

As piridolinas podem ser medidas na urina ou no soro, já os peptídeos CTX E NTX também podem ser medidos na urina ou no soro. A coleta deve ser em jejum pela manha, pois os peptídeos apresentam ritmo circadiano e são influenciados pela ingestão alimentar, além de sofrerem alterações significativas em função de insuficiência renal e hepática. O CTX tem sido indicado como o marcador de reabsorção óssea de preferência

 

UTILIDADE DOS MARCADORES NA PRATICA CLINICA

Muitos trabalhos relativos aos marcadores de remodelação óssea tem relacionado o aumento da remodelação com a perda óssea acelerada e risco de fraturas. Esses marcadores demonstram serem bons indicadores de perda ósseas, em especial mulheres pós-menopausadas.

Os marcadores de metabolismo ósseo podem ser úteis na indicação de tratamento e no acompanhamento de pacientes com osteoporose.

O uso dos marcadores bioquímicos em doenças osteometábolicas segue uma lógica que compreende a fisiologia e as alterações induzidas por patologias e por terapias específicas. A análises desses marcadores inclui uma série de variáveis, em especial idade, sexo e o uso de medicações que possam interferir no metabolismo ósseo.

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