PRINCIPAIS MARCADORES UTILIZIDADOS NO DIAGNOSTICO DE INFARTO AGUDO DO MIOCARDIO

PRINCIPAIS MARCADORES UTILIZIDADOS NO DIAGNOSTICO DE INFARTO AGUDO DO MIOCARDIO
0 28 abril 2015

OS PRINCIPAIS MARCADORES UTILIZADOS NO DIAGNOSTICO DE INFARTO    AGUDO DO MIOCÁRDIO

O infarto agudo do miocárdio é forma mais importante de cardiopatia isquêmica e consiste em uma necrose ou lesão do músculo cardíaco, resultante da oferta inadequada de oxigênio ou obstrução do fluxo sanguíneo das artérias coronárias para o coração. Primeiro ocorre uma isquemia e se caso essa for grave e prolongada, desencadeia o infarto. É importante identificar os marcadores bioquímicos para a obtenção de um diagnóstico definitivo e confiável de IAM, possibilitando o início precoce do tratamento adequado e o acompanhamento da evolução do paciente a fim de reduzir os casos de infarto não detectados e óbitos. Por ser uma das principais causas de mortalidade, durante o atendimento de emergência a realização de um eletrocardiograma ( ECG) é essencial, porém não suficiente. Por isso, os marcadores bioquímicos são utilizados também como métodos de diagnóstico juntamente com os dados clínicos do paciente e o resultado do ECG.

Os marcadores são substancias intracelulares liberadas na circulação sanguínea na presença de alguma injuria miocárdica, tendo como papel principal avaliar a série contínua de casos de isquemia miocárdica que se correlaciona com o espectro de risco, diagnosticar o IAM, atuando como precursores e possibilitando a identificação de pacientes com síndromes coronarianas agudas. Os marcadores mais utilizados são as creatinoquinases ( CK, CK-MB principalmente a CK-MB massa), as troponinas I e T.

Creatinoquinase Total (CPK )

É uma enzima utilizada como diagnóstico de primeira escolha do infarto agudo do miocárdio, porém tem baixa especificidade para avaliar dano miocárdio .

CK-MB

É a isoenzima utilizada como marcador tradicional do infarto agudo do miocárdio, embora tenha diversas limitações. Sua elevação é o indicador mais especifico do IAM devido sua presença no músculo cardíaco. Seu nível se eleva de 4 a 6 horas após o inicio do infarto, apresentando um pico entre 18 e 24 horas e normalizando entre 48 e 72 horas. Entretanto ela pode se elevar em outras desordens, como: Cardiopatias, traumatismos e cirurgias cardíacas, algumas doenças malignas.

Troponinas

As troponinas são proteínas reguladoras que controlam a interação do Cálcio, entre os filamentos de actina e miosina, sendo responsáveis pela contração e relaxamento muscular. Essas proteínas são consideradas como os marcadores mais sensíveis e específicos para a detecção de necrose miocárdica, elevando-se após 6-12 horas do início dos sintomas. Devido sua sensibilidade e especificidade, quando dosada, a dosagem de outros marcadores de tornam desnecessária.

Os níveis de troponina começam a se elevar 4 a 6 horas após o início o IAM e o pico de elevação ocorre em torno de 24 horas, retornando ao normal em 10 dias ou mais.

Os principais marcadores utilizados apresentam alta sensibilidade no período de 6 a 24 horas após o início dos sintomas. O que os diferencia é o tempo que cada um leva pra retornar ao normal e isso facilita o diagnóstico, pois quando existe uma lesão no miocárdio, os marcadores permanecem alterados por mais tempo.

Por se tratar de uma das formas mais importantes de cardiopatia isquêmica e ser considerada uma das principais causas de mortalidade, o diagnóstico do IAM, deve ser realizado com base nos dados do ECG juntamente com a dosagem dos marcadores bioquímicos e os dados clínicos do paciente. O diagnóstico precoce do infarto do miocárdio utilizando os marcadores de lesão cardíaca é muito importante para dar início ao tratamento, isso porque as alterações no ECG, às vezes podem demorar para surgir.

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