UREAPLASMA UREALYTICUM COMO QUEIXA DE INFERTILIDADE PRIMÁRIA

UREAPLASMA UREALYTICUM COMO QUEIXA DE INFERTILIDADE PRIMÁRIA
0 28 abril 2015

Detecção Molecular de Ureaplasma urealyticum no Sêmen de Pacientes com Queixa de Infertilidade Primária

 

O homem é responsável por cerca de 30% a 40% dos casos de infertilidade conjugal, abrigando infecções subclínicas no trato genital causadas por vários agentes etiológicos, entre eles Ureaplasma urealyticum . O Ureaplasma urealyticum, considerado habitante natural da uretra masculina, é o segundo maior causador de infertilidade. Sua capacidade de aderência ao espermatozoide e a produção de metabólitos tóxicos afetam, principalmente, a morfologia e a motilidade dos espermatozoides. Estudos sobre a influência do Ureaplasma urealyticum nas variáveis seminais ainda são controversos, o que torna necessário ampliar o foco nesta área.

A infertilidade conjugal atinge de 15 a 20% de todos os casais em idade reprodutiva. Um casal é considerado infértil quando não há êxito na tentativa de engravidar após um ano de atividade regular e sem nenhum método anticoncepcional. O homem é responsável por cerca de 30% a 40% dos casos em que o casal enfrenta problema para engravidar. Isso ocorre devido ao potencial de fertilização do espermatozoide que depende da integração de várias propriedades que contribuem para sua competência.

Estudos demonstram que os homens podem abrigar infecções subclínicas no trato genital causadas por vários agentes etiológicos e, de forma assintomática, apresentam no sêmen certos patógenos que causam doenças tanto no homem quanto na mulher. Os patógenos que se destacam são: Papiloma Vírus Humano, Chlamydia trachomatis, Ureaplasma urealyticum/Micoplasma e Trichomonas vaginalis.

As espécies genitais de Ureaplasma urealyticum e Ureaplasma parvum são consideradas habitantes naturais da uretra masculina, sendo isoladas em 5 a 20% de homens saudáveis. Em 12% dos indivíduos podem ocasionar patogenias no trato geniturinário masculino, como uretrites não gonocócicas. O acometimento uretral por Ureaplasma urealyticum ocupa o segundo lugar em frequência, depois da Chlamydia trachomatis.

Os ureaplasma apresentam um eficiente mecanismo de aderência à superfície celular, o que evita que sejam expulsos pelas secreções mucosas e fluxo urinário, além de garantir sua sobrevivência e patogenicidade. Durante o seu desenvolvimento, esses microrganismo liberam metabólitos e enzimas como o peróxido de hidrogênio e a amônia. Essas substâncias se acumulam e causam danos aos tecidos do hospedeiros, o que torna as células mais suscetíveis a outras infecções. Alguns pesquisadores relatam que a presença do Ureaplasma urealyticum no sêmen tem sido relacionada com a diminuição da densidade, motilidade, o que, consequentemente, interfere na fertilidade masculina.

Nas últimas décadas, com o desenvolvimento das técnicas de biologia molecular e da genética, ampliou-se o uso de técnicas aplicadas na investigação biológica, entre elas destaca-se a reação em cadeia polimerase (PCR). Essas técnicas apresentam grande influência nas pesquisas médicas e a PCR vem sendo utilizadas mais frequentemente por ser o método mais sensível e específico para a detecção de agentes patogênicos, além de permitir aos pesquisadores estabelecer uma melhor relação com a possível participação desses patógenos.

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