VITAMINA D: MODISMO OU PROBLEMA DE SAÚDE PÚBLICA

VITAMINA D: MODISMO OU PROBLEMA DE SAÚDE PÚBLICA
0 10 fevereiro 2015

VITAMINA D
Mesmo sem avaliação clinico-laboratorial . A necessidade da suplementação vitamínica tem se tornado frequentemente, suplementar ou isso é modismo?
A vitamina D é um pré-hormônio envolvido em várias funções metabólicas do organismo relacionadas ao tecido ósseo, renal, cardíaco, entre outros. Leite e derivados, salmão, atum e sardinha são alguns alimentos ricos em vitamina D, mas ela só alcançará sua forma ativa ( vitamina d3) com a interação dos raios ultravioletas. A hipovitaminose D tem se mostrado frequente em populações distintas, o que pode ser resultado de constantes campanhas de prevenção de câncer de pele, as quais recomendam a fotoproteção e redução da exposição ao sol, além da mudança de estilo de vida, que faz com que as pessoas fiquem mais tempo em locais fechados. Baixas concentrações de vitamina D, não estão envolvidas apenas com osteomalácia, raquitismo, e osteoporose, como também com dores, doenças auto-imunes, câncer, doenças metabólicas e cardiovasculares. Essa ampla associação com patologias pode ser explicada pela ocorrência de receptores de vitamina D em praticamente todas as células, demonstrando assim que sua ação não de limita à atividade específica sobre metabolismo mineral.
A vitamina D ou calciferol é um composto lipossolúvel que tem como principal função a manutenção de concentrações plasmáticas normais de cálcio, fosforo, pela estimulação da absorção óssea. Assim a vitamina D é necessária para a prevenção de doenças óssea conhecidas como raquitismo, esteomalácia e tetania hipocalcêmica.
A vitamina D é um pré-hormônio que, in vivo, é convertido em inúmeros metabólitos biologicamente ativos que funcionam como hormônios verdadeiros. No fígado ela é convertida em uma série de outros metabólitos de atividade variada nos rins.
Há alguns anos o uso de polivitamínicos se tornou hábito entre algumas populações sem que houvesse uma avaliação criteriosa da real necessidade de suplementação . No entanto, esse comportamento pode ter sido impulsionado pelas evidências de estudos científicos que apontam a deficiência de vitamina D como um problema de saúde pública em franca expansão em várias populações mundiais, especialmente entre idosos, constituindo um dos fatores de risco mais comum e importantes de osteomalácia e osteoporose. Pesquisadores tem relacionado à hipovitaminose D com a patogênese e progressão de várias outras desordens, incluindo doenças cardiovasculares, câncer de colon e próstata, esclerose múltipla, diabetes melittus tipo 1 e 2, doença inflamatória intestinal, entre outras.
Mecanismos tem sido propostos de que a vitamina D pode ser um fator de proteção para diversas patologias. No entanto ainda não há um protocolo bem estabelecido quanto as concentrações plasmáticas ideais de vitamina D. As politicas de saúde pública devem considerar medidas de suplementação de vitamina D, a fim de garantir concentrações séricas ideais, evitando complicações clínicas associadas à hipovitaminose D principalmente em crianças, idosos, gestantes e adultos.

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